quarta-feira, 11 de março de 2009

Um S.I.M.- Sistema de Informações de Marketing é bem mais do que softwares e computadores.

Nelson Perez - Gestor de Marketing e Professor Universitário.

O S.I.M. - Sistema de Informações de Marketing ou Sistema de Informações Mercadológicas é uma estrutura de interação contínua de pessoas, equipamentos e processos, destinada a coletar, selecionar, processar, analisar, avaliar e distribuir, em tempo hábil, bons dados e boas informações para serem usados nos processos de tomada de decisão em marketing, com vistas a melhorar o planejamento, implementação e controle na gestão de uma Organização
.
Um adequado e eficiente Sistema de Informações de Marketing deve produzir maior celeridade na obtenção de informações permitindo melhor desempenho administrativo, coordenação e integração de dados dispersos, capacidade de utilização seletiva de dados, antecipação das tendências de mercado, melhores condições para elaborações de planos e instrumentos de controle e, redução ou eliminação da perda de informações.
A compreensão do significado de um S.I.M. e o relacionamento com ele é base fundamental para muito mais do que o planejamento, mas para o “pensamento” estratégico de uma Organização e de seus gestores.
A construção de um S.I.M. deve incluir levantamentos de dados primários e de dados secundários.
Dados primários são aqueles colhidos diretamente do cliente, do consumidor do mercado, ou seja, diretamente da fonte que emite a opinião ou as informações desejadas.
Dados secundários são aqueles já sistematizados e que tiveram seu processo de obtenção conduzido por outro operador. Alguns destes dados são de fácil acesso e publicizados sem restrições e outros, ao contrário, são produzidos para fins de comercialização.
Atualmente, a quantidade de fontes de informações ou de levantamento de dados é imensurável e o gerenciamento de um processo eficaz de produção e utilização de um S.I.M. exige boas concepções, competência técnica e tempo.
Neste contexto, as tecnologias de informação, como softwares, processadores e outras, representam ferramentas magníficas de um Sistema de Informações de Marketing, acelerando processos de busca, relacionando dados com precisão, produzindo cálculos, etc. Mas tudo depende de como este sistema foi concebido e do quanto está apto a oferecer o que dele se espera.
A qualidade de uma decisão é reflexo da qualidade das informações com base nas quais ela foi tomada.
Desta forma, softwares e computadores podem simbolizar um Sistema de Informações de Marketing, mas estes elementos não podem estar sozinhos. Esta imagem deve incluir papel, caneta, microfones e principalmente “cérebro”.

segunda-feira, 9 de março de 2009

PORTO ALEGRE CONVENTION & VISITORS BUREAU pode ser um importante parceiro de negócios.

O PORTO ALEGRE CONVENTION & VISITORS BUREAU trabalha para que PORTO ALEGRE e sua região metropolitana sejam o destino ideal para eventos.
Organização sem fins lucrativos, o POAC&VB atua como órgão de apoio e dinamização junto aos diversos setores ligados ao segmento turístico.
Para as instituições que escolham Porto Alegre como seu destino ideal, o POAC&VB presta cooperação e apoio técnico, disponibilizando material promocional, acesso à banco de fotografias, a estatísticas e outros dados especializados, além organizar e acompanhar visitas de familiarização a PORTO ALEGRE e região metropolitana. Todos estes serviços são prestados gratuitamente.
O POAC&VB tem por missão promover o desenvolvimento econômico, social, artístico-cultural, científico e tecnológico do Rio Grande do Sul, com prioridade para Porto Alegre e Região Metropolitana, através de estratégias planejadas e permanentes de Marketing e Relações Públicas na captação, geração e apoio a eventos, buscando aumentar do fluxo de turistas e aprimorar a infra-estrutura e serviços turísticos.
[www.poaconvention.com.br]

sexta-feira, 6 de março de 2009

A ciência derruba alguns mitos do marketing.

Exames no cérebro revelam ineficácia dos alertas dos maços de cigarro e semelhanças entre "consumo" e "religião".

O publicitário e consultor americano Martin Lindstrom sempre se interessou pelos consumidores fanáticos por marcas. São os obcecados por Harley-Davidson, os devotos da cerveja Guinness ou os admiradores da personagem Hello Kitty. Os fãs da Apple chegam a viajar pelo mundo para acompanhar as inaugurações das lojas da companhia americana. Há quatro anos, intrigado pelo comportamento quase religioso desses consumidores, resolveu investigar o que se passa em suas mentes. Com a assistência de neurocientistas, submeteu alguns desses fãs a exames de ressonância magnética. Fez o mesmo com uma turma de cristãos fervorosos. Suas suspeitas se confirmaram. Ao expô-los a objetos de sua devoção – como imagens de Coca-Cola e do papa –, descobriu que as mesmas áreas do cérebro eram ativadas. Os dois grupos de voluntários, aparentemente tão diferentes, compartilhavam o mesmo tipo de experiência neurológica.
Lindstrom resolveu ampliar suas pesquisas e chegou a conclusões que confirmam algumas verdades do mar­keting e derrubam outras tantas, resultados expostos na obra Buy-ology: Truth and Lies about why We Buy (“Consumo-logia: verdades e mentiras sobre por que nós compramos”), que acaba de ser lançada nos Estados Unidos. Foram três anos de estudo com 2 mil pessoas que se submeteram a exames de ressonância magnética – um esforço que consumiu US$ 7 milhões, bancados por empresas privadas, como o laboratório GlaxoSmithKline e o grupo de mídia Bertelsmann. Ao registrar as reações do cérebro dos voluntários, ele pôde constatar que muitas de suas decisões de consumo ocorrem em nível inconsciente, uma realidade que não consegue ser desvendada pelas tradicionais pesquisas de marketing. Algumas das descobertas relatadas em seu livro:

Maços de cigarros - Nas pesquisas de opinião, os consumidores afirmam que fotos agressivas nos maços conseguem alertá-los sobre os riscos de fumar. Os registros da ressonância magnética indicam o oposto, ou seja, as mensagens ativam a área do cérebro relacionada ao desejo e estimulam ainda mais a vontade de fumar.

Merchandising
- Funciona quando o produto está integrado à trama de um programa de TV ou de um filme. É o que ocorre com ET, o clássico de Steven Spielberg, quando o garotinho Elliott usa balas de uma marca americana para atrair o alienígena ao seu quarto. O simples aparecimento de um produto no fundo de uma cena – como as embalagens da FedEx que surgem em segundo plano no filme Casino Royale – não deixa nenhum registro perene na mente do consumidor, segundo a ressonância magnética.


Sexo - O uso de imagens de caráter sexual tem um efeito reduzido. O consumidor presta mais atenção nas imagens do que no produto. A exceção são as campanhas que criam polêmica, como as da marca americana Calvin Klein, que nos anos 80 usou falas sensuais da então adolescente Brooke Shields para vender jeans na TV.

Propagandas na TV
- São influentes, é claro. Mas os experimentos de Lindstrom revelam que já não têm o poder que exerciam antes. Por quê? Aos 66 anos, a maioria das pessoas terá assistido, pelas contas do autor, a 2 milhões de comerciais. É cada vez mais difícil criar uma memória duradoura de uma marca em suas mentes.


Os estudos de Lindstrom se somam a outras pesquisas de marketing que usam equipamentos de ressonância magnética. Uma das estrelas do chamado neuromarketing é o neurocientista americano Read Montague, que recentemente revelou por que os consumidores americanos tendem a preferir Pepsi a Coca-Cola nos testes às escuras, sem saber a identidade da bebida, mas dão preferência à Coca-Cola quando sabem o que estão bebendo. Os exames de ressonância magnética mostraram que, neste caso, é ativado o córtex pré-frontal medial, a região do cérebro onde são feitas as operações cognitivas mais sofisticadas, e o hipocampo, uma das áreas responsáveis pela memória. As campanhas da Coca conseguem associar a bebida, de acordo com Montague, a sensações de segurança e de inocência infantil.
Apesar de o livro de Lindstrom estar há pouco tempo nas prateleiras, já gerou um debate em jornais, revistas e blogs sobre as implicações éticas do uso das imagens do cérebro para aumentar a venda de produtos. Lindstrom diz que suas pesquisas buscam ajudar as empresas a entender melhor os desejos dos consumidores e usar esse “conhecimento para finalidades generosas”.
[Épocanegócios - Ed. 22]

terça-feira, 3 de março de 2009

Meio milhão de empresas pedem adesão ao Supersimples.

Mais de 500 mil micro e pequenas empresas solicitaram adesão ao Simples Nacional, o sistema de tributação do segmento. Ao todo foram 501.962 empresas, 301.962 a mais do que as 200 mil esperadas inicialmente. Os números superam os 309 mil pedidos feitos em janeiro de 2008.
O prazo de adesão começou em janeiro e foi encerrado no dia 20 de fevereiro. De acordo com a Secretaria Executiva do Comitê Gestor do Simples Nacional, em janeiro foram 384.504 e, em fevereiro, mais 116.458.
Do total de pedidos, 190.388 foram deferidos e 4.410, indeferidos por problemas cadastrais ou fiscais ou por pendências com estados e municípios. Mas a maioria, 61,2% dos pedidos, ainda está pendente de verificação, com problemas de débitos com a Receita Federal, estados e municípios. O resultado final está previsto para o dia 10 de março.
Na avaliação do gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Bruno Quick, o interesse dos empresários pelo Simples Nacional confirma o acerto na criação do regime e é resultado dos ajustes feitos na lei que criou o sistema, a Lei Complementar 123/06 conhecida como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Em dezembro de 2008, por exemplo, entrou em vigor a Lei Complementar 128/08, que faz ajustes à Lei Geral, permitindo, entre as mudanças, a entrada de novos setores econômicos ao Simples Nacional e possibilitando resolver problemas relativos à cobrança do ICMS. "A grande quantidade de pedidos confirma o caminho correto da criação do Simples Nacional. Resta esperar que as empresas que estão com pendências consigam resolver os problemas para serem incluídas nesse sistema", diz Bruno Quick.
O secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, também avalia que a grande quantidade de pedidos de adesão ao sistema reflete a "importância do sistema para o segmento". Ele também credita a alta procura às mudanças feitas na lei, como a permissão para a entrada de novas categorias no Simples Nacional, além da possibilidade de empresas excluídas em 2008 tentarem retornar ao regime.

[Agência Sebrae de notícias]

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

"É preciso criar a ciência da inovação".

As apostas das empresas são feitas de forma aleatória. Por isso, a maioria fracassa, diz ph.D. de Harvard.
O consultor Clayton Christensen, professor da Universidade Harvard e ph.D. em Economia, é uma das maiores autoridades mundiais na questão mais importante hoje: inovação. Ele criou conceitos que revolucionaram o modo de administrar de várias empresas. Segundo Christensen, para as grandes companhias sobreviverem na era da globalização, é preciso explorar novos mercados e desenvolver produtos e serviços inovadores. Também é preciso comprar concorrentes ameaçadores e saber reinventar a gestão do negócio. Quem não seguir essa trilha, segundo ele, vai sumir do mapa. Autor de três best-sellers, Christensen é um dos principais palestrantes do mundo dos negócios e consultor de algumas das maiores companhias do mundo, como Intel, Johnson & Johnson e Kodak.
[Maria Laura Neves - Economia e Negócios - Época]

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Brasil é o segundo país que mais lança produtos.

Em janeiro de 2009, o Brasil saltou de sexto para o segundo lugar entre os países que mais lançaram produtos no mundo, de acordo com pesquisa feita pelo Núcleo de Estudos da Embalagem da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). A China ficou em primeiro lugar.
Durante o primeiro mês de 2009, as marcas próprias, que totalizaram 16% dos lançamentos no consolidado de 2008, tiveram um aumento de 21% nos lançamentos, o que pode refletir ajustes feitos nos hábitos dos consumidores em função das restrições impostas pela crise econômica atual.
De acordo com a pesquisa, o total de lançamentos mundiais em 2008, que havia ultrapassado a casa dos 20 mil produtos por mês, no primeiro semestre, recuou para pouco mais de 19 mil, no último trimestre do ano. Apesar da queda, para o coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, Fábio Mestriner, o número continua sendo expressivo e indica a forte dinâmica do setor, pois novas embalagens revigoram marcas, produtos e vendas.
Dentre as categorias com mais lançamentos no ano passado, destacam-se os produtos de cosmética e cuidados pessoais.
Em relação à participação das marcas próprias, o estudo revela que cada vez mais os supermercados e as redes de auto-serviço oferecem aos consumidores produtos com suas marcas. Os países com índices mais altos de participação deste tipo de produto são: Reino Unido, Suíça, Alemanha e Holanda.
Em relação aos tipos de embalagens mais lançadas, as flexíveis alcançaram os frascos e garrafas. Quanto ao material, os plásticos ganham destaque e participação relevante. Um exemplo é o crescimento do uso das garrafas PET para refrigerantes. Outros materiais que aparecem na pesquisa como os mais adotados são resinas, como o polietileno e o polipropileno, e também o alumínio, os filmes metalizados e multi-laminados.
O levantamento também revela que nos últimos cinco anos os tamanhos das embalagens mais lançadas diminuíram pela metade. Hoje elas estão menores, com 100 gramas e 200ml, e adaptadas para atender a vida moderna. Segundo Mestriner, elas estão cada vez mais voltadas às características de consumo. Levam em conta praticidade e conveniência, evitando assim, desperdícios e a necessidade de estocar o produto depois de aberto.
[empresas.globo.com]

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Segmentação e implementação ditam as regras do Marketing.

A análise de segmentação é um bom começo para descobrir e conhecer quem é o consumidor de uma marca. A afirmação é do Presidente da Copernicus Marketing Consulting no Brasil, Alberto Cerqueira Lima.
Com a palestra que ressalta que o Marketing de hoje não é como o de ontem e não será como o de amanhã, o executivo destaca a quebra de paradigmas que está ocorrendo no mercado.
A quebra de paradigmas é maior que uma revolução ou que uma transformação. Uma revolução tem a ver com o cinema, por exemplo, que é uma referência ao teatro. O automóvel é uma referência à carroça e a Internet é a revolução das revistas. De acordo com Cerqueira, algumas situações no Marketing não têm palavras.
Infelizmente está se tornando normal no Brasil, Estados Unidos e Europa, empresas com cada vez mais problemas de investimento e retorno em Marketing. Por isso, as estratégias passam a ser inseridas em games, esportes, especiais em TV, PDV, Internet, teatro de rua e boca-a-boca.
Sem palavras, mas com novos paradigmas
Segundo Cerqueira, eventos como o Red Bull Air Race é mais do que um mega evento e não tem como nomear. “Em uma loja de cosméticos nos Estados Unidos, uma moça entrou para pedir uma informação e foi maquiada e saiu da loja cheia de produtos da marca. Isto tem nome?”, questiona o presidente da Copernicus Marketing Consulting.
Enquanto os modelos tradicionais de comunicação são conhecidos pela negligência na definição do segmento e posicionamento de estratégias de Marketing, foco no plano de mídia criativa e brand equity, o modelo emergente tem obsseção por definições dos segmentos e foco no envolvimento do consumidor.
O que antes era um plano de mídia, passa a ser um plano de contato. “A mesma arma que está desmontando paradigmas traz também ferramentas para reconstruir”, conta Alberto Cerqueira Lima durante o III Seminário Marketing 360º.
A importância de implementar
Os principais componentes para a implementação de uma estratégia se baseiam na essência, personalidade, diferenciação, necessidade, ambiente competitivo e o target. O posicionamento tem que ter atributos que façam a diferença para o target. “As estratégias são tão boas quanto a implementação delas no departamento de Marketing.

"Nenhuma empresa sobrevive se não se reinventar".

[Thiago Terra - Mundo do Marketing]