quinta-feira, 11 de março de 2010

Conheça e entenda o 'Custo Brasil'.

Convencionou-se denominar de Custo Brasil o conjunto de distorções existentes na economia brasileira, responsável pela baixa competitividade e ineficiência das empresas. Fala-se muito da falta de infra-estrutura, das dificuldades de mão-de-obra, dos incontáveis gargalos que afetam a produtividade da indústria e dos serviços que, ressalte-se, não dependem das empresas.
O custo médio de captação contabilizada entre as 500 maiores corporações brasileiras é de 14% ao ano, contra menos da metade aferida no mercado internacional. A carga tributária que incide sobre a economia, da ordem de 40% do PIB, é uma das mais altas do mundo.

A revista CUSTO BRASIL – SOLUÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO está orientada no sentido de disseminar as propostas para a superação deste impasse estrutural. Trata de expor e discutir, em alto nível, o equacionamento dos diferentes fatores que impedem o alinhamento do setor produtivo brasileiro com as economias mais competitivas do planeta.
A CUSTO BRASIL propõe-se a ampliar o debate em torno da eliminação dos entraves que prejudicam o desempenho e minam a vantagem competitiva do país. Para tal, a revista se assenta sobre o Conselho Estratégico e o Conselho Editorial, integrados por empresários, executivos, economistas, juristas, engenheiros, entre outros, todos com reconhecida expertise em suas áreas de atuação. São eles, com sua visão privilegiada, que trazem densidade à publicação, seja através de artigos de própria lavra, seja sinalizando os caminhos da edição.
A revista veicula também reportagens especiais com exaustiva apuração sobre as soluções encontradas pelas empresas para fazer face ao Custo Brasil. Neste particular, as dificuldades vivenciadas pelas organizações são apenas o ponto de partida para ensejar alternativas que reduzam a distância entre o Brasil real e o Brasil ideal.
Inclui temas que vão desde a eliminação de gargalos numa planta industrial à burocracia aduaneira, passando pelas questões de carga tributária, problemas de infra-estrutura, financiamentos e tudo que onera os produtos e serviços brasileiros, tornando-os menos competitivos em comparação aos similares no exterior. Estes temas estão distribuídos em nove seções que refletem os maiores entraves ao crescimento econômico do país: Logística, Custo do Capital, Capital Intelectual, Energia, Desburocratização, Tributação, Risco Jurisdicional, Meio Ambiente, Tecnologia e Comunicação.
[www.revistacustobrasil.com.br]

quarta-feira, 10 de março de 2010

Foco é o marido da foca e faz de tudo um pouco.

Definir o foco de sua empresa ou sua carreira é um dos pontos mais importantes do sucesso profissional. Ser amplo demais pode mais prejudicar do que ajudar.

Definir foco é um dos principais fatores de sucesso na trajetória de profissionais e empresas. Saber onde se quer chegar com a consciência daquilo que sabe fazer de melhor otimiza tempo, esforço e dinheiro.
Certa vez, em conversa com um bem-sucedido empresário do setor imobiliário, ouvi a melhor definição de foco a qual já fui apresentado na vida, que certamente não se encontra em livros de marketing.
Na ocasião, o questionamento era sobre o meu próprio foco, pedido de ajuda que humildemente fiz, para que as coisas se clareassem um pouco à frente.
Eu dirigia o departamento de criação de uma agência de propaganda, lecionava em universidade, escrevia artigos sobre temas diversos, produzia boletins para rádio, estava lançando meu segundo livro… enfim, atuava em diversas atividades que traduziam confusão até na minha forma de me apresentar: publicitário especializado em marketing, redator, professor universitário, colunista, escritor, cronista, palestrante… Bonito, né?
Só faltava uma coisa: encontrar razão para isso tudo. Algo que criasse nexo e que simplificasse a relação entre essas atividades todas. Percebendo minha confusão em tentar explicar o que fazia, ele se adiantou:
- O que você acha que fazemos aqui na nossa empresa?
- Imagino que vocês planejam e constroem prédios, depois comercializam apartamentos para os mais diversos tipos de público: famílias, pessoas solteiras, casais jovens, aposentados…
- Não. Nós não fazemos isso. O nosso foco está em "fazer o melhor metro quadrado que alguém possa comprar". Todo o resto é detalhe.
Foi aí que a ficha do foco caiu. Tudo aquilo que eu fazia e que, imaturo, exibia com orgulho, na verdade mais prejudicava do que ajudava. Eu era o que o provérbio árabe definia como "homem de sete instrumentos" e que, justamente por tentar tocar todos sem um objetivo específico, acabava não tocando nenhum direito.
Lembrei então de outro dia, num dos meus primeiros empregos, quando vi um homem chegar ao balcão de atendimento pedindo emprego. A atendente, solícita, perguntou o que ele sabia fazer. A resposta, previsível:
- Ah… eu faço de tudo um pouco.
Quando o assunto é foco, "de tudo um pouco" e "de nada um muito", significam exatamente a mesma coisa!

[
Eduardo Zugaib - profissional de comunicação, escritor e palestrante em criatividade aplicada ao crescimento pessoal]

terça-feira, 9 de março de 2010

Criada a Federação Gaúcha dos Convention & Visitors Bureaux.


A fim de somar esforços em prol do turismo no Rio Grande do Sul, os quatro Convention & Visitors Bureaux do estado, que são de Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Região das Hotências, decidiram criar a Federação Gaúcha dos Convention & Visitors Bureaux.
A nova entidade, que é filiada à Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, é dirigida pelo atual presidente do Porto Alegre Convention & Visitors Bureau, Ricardo Ritter, e tem como vice-presidente, Valmor Peccin, hoje, à frente do Caxias do Sul Convention & Visitors Boreau.
O Porto Alegre Convention & Visitors Bureau (Porto Alegre CVB) é uma fundação de direito privado, sem fins lucrativos e de natureza cultural, que visa o desenvolvimento do turismo de eventos, tendo como âmbito de atuação a cidade de Porto Alegre e região metropolitana.
Objetivando aumentar o fluxo turístico, o Porto Alegre CVB atua – de forma totalmente gratuita – na captação, geração e apoio a eventos. Além disso, desenvolve ações que resultam na formação de uma imagem favorável à cidade. O Porto Alegre CVB atua como órgão de apoio e dinamização junto aos diversos setores ligados ao segmento turístico, prestando cooperação e apoio técnico, disponibilizando material promocional, acesso ao banco de imagens, estatísticas e outros dados especializados, além de organizar e acompanhar visitas de familiarização e inspeção à Porto Alegre e região metropolitana.
[News Porto Alegre Convention Bureau]

segunda-feira, 8 de março de 2010

Plaza São Rafael ganha prêmio da pesquisa Campeãs da Inovação.


O Plaza São Rafael Hotel e Centro de Eventos de Porto Alegre recebeu o prêmio do segmento Hotelaria da pesquisa Campeãs da Inovação 2009.
Foi o resultado de uma pesquisa realizada pela Revista Amanhã de Porto Alegre e a Consultoria Edusys de São Paulo. A pesquisa contou com um questionário composto de 50 questões sobre os procedimentos operacionais e a gestão da inovação a partir das participações dos colaboradores, gerências e diretorias nos atendimentos aos clientes, colaboradores, acionistas, fornecedores e a comunidade.
O Plaza São Rafael recebeu destaque na edição da Revista Amanhã, número 259, de circulação nacional.

CLIQUE AQUI para ver matéria do evento.
[Plaza Notícias]

quinta-feira, 4 de março de 2010

Porto Alegre mostra na Alemanha suas credenciais para receber a CeBIT em 2011.

Hannover é a capital mundial da tecnologia da informação. Até sábado, a cidade do norte da Alemanha sedia a CeBIT, o maior evento do setor. Em maio de 2011, a primeira versão latina da feira será em Porto Alegre.
Mais de 300 mil visitantes são esperados nos 200 mil metros quadrados de área da exposição, onde estão reunidos 4.150 expositores de 70 países. A feira foi inaugurada oficialmente segunda-feira à noite.
Neste ano com o lema Connected Worlds (Mundos Conectados), o evento é um mix de feira de exposição, encontros corporativos, salas de negócios e conferências. O Brasil participa com 18 empresas – e o Rio Grande do Sul tem a maior presença, com 12 representações.

A comitiva gaúcha em Hannover inclui o secretário adjunto Virgílio Costa, da Secretaria Municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico de Porto Alegre, e executivos da Procempa. Amanhã, eles farão uma apresentação de 20 minutos sobre a Capital para diretores da Deutsche Messe, empresa organizadora da CeBIT. O objetivo é passar informações sobre a cidade que receberá de 10 a 12 de maio de 2011 o evento BITS: Business IT South America.

– Há 10 anos, Porto Alegre trabalha para organizar a CeBIT. Vamos mostrar como a cidade lida com tecnologia e a gestão de informação – diz Éberli Riella, gerente de Tecnologia e Serviços da Procempa, sobre a feira que ocorrerá no Centro de Eventos da Fiergs.

[Zero Hora.com]

terça-feira, 2 de março de 2010

“Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”.

Marcelo Cherto é CEO da GrowBiz, membro da Academia Brasileira de Marketing e integrante do Conselho Consultivo da Endeavor Global (NY).

O melhor vendedor não é, necessariamente, a pessoa mais simpática, a mais querida, que tem “foco nas pessoas” e tenta agradar a todos. Os nomes dos garçons são fictícios, mas esta história é verdadeira.

Num domingo, meu amigo Alberto Saraiva, fundador do Habib’s, foi com a família almoçar num dos restaurantes da rede. Ao entrarem, deram de cara com Rogério, que Saraiva considerava o melhor garçom do mundo. Boa-pinta, alto, cabelos claros bem penteados, simpático, assim que viu Saraiva entrar foi logo cumprimentando a família toda, disparando uma frase bem-humorada e sob medida para cada um. Veloz, arrumou uma boa mesa e foi logo tirando o pedido das bebidas e anotando o que cada um queria comer. Durante a refeição, ficou gravitando em volta da mesa, atento a qualquer pedido adicional e, na saída, acompanhou todos até a porta e se despediu com um largo sorriso. Tudo perfeito.
Ainda no estacionamento, Saraiva decidiu que homenagearia Rogério como “O Melhor Garçom da Rede” na Convenção Anual do Habib’s, que aconteceria dali a três meses. Para não passar uma imagem de protecionismo, resolveu criar um concurso e mandou que, ao longo dos próximos 60 dias, sem alarde, passassem a controlar todas as vendas feitas por todos os garçons, monitorando suas comandas e analisando tíquete médio (valor médio da venda feita a cada cliente) e quantidade de bebidas e sobremesas por cliente, já que esses são os itens que geram melhores margens e, portanto, propiciam mais resultado para o restaurante.
Saraiva estava convencido de que Rogério se sairia melhor do que qualquer outro garçom e, assim, seria fácil justificar o prêmio concedido a ele. Qual não foi sua surpresa ao constatar que Rogério estava entre os garçons com pior desempenho em toda a rede!!! Suas vendas tinham o tíquete médio mais baixo e com menor quantidade de bebidas e sobremesas que as vendas da maioria dos garçons. Ou seja: era dos que menos valor gerava para a sua organização.
Baixinho, magrelo, sem charme, de poucos sorrisos, Chico foi o primeiro colocado no tal concurso. Na Convenção, Rogério ficou com o troféu de “O Maior Fazedor de Média da Rede”. E logo foi transferido para outra função, passando a trabalhar na Recepção e no Atendimento a Clientes de uma loja. Porque uma coisa é Recepção e Atendimento. E outra é Venda.
Minha experiência como empresário mostra que, quase sempre, o melhor vendedor não é a pessoa mais simpática, a mais querida, que tem “foco nas pessoas” e tenta agradar a todos. É, isso sim, alguém com foco nos Resultados, tanto seus, como da empresa onde trabalha e, acima de tudo, nos resultados do e para o cliente.
Quem faz questão de ser querido por todos, quase sempre morre de medo de ouvir um NÃO. E o bom vendedor é alguém que corre atrás do SIM. Pode parecer a mesma coisa, mas são coisas muito diferentes.
[Publicado em Pequenas Empresas Grandes Negócios - fev 2010]

segunda-feira, 1 de março de 2010

A encruzilhada.

Paulo Vellinho - Empresário
Em 1953, realizei um sonho de minha adolescência: conhecer os Estados Unidos e sua classe média dominante. Do Brasil, conhecia o seu expoente, São Paulo.
Imagine-se o meu choque ao entrar em Nova York, em plena Times Square, coração da Broadway, então me dar conta do enorme fosso que separava aquela cidade da nossa capital paulista, em termos de infraestrutura e desenvolvimento.

Durante três meses, o meu programa de viagem era visitar fábricas de produtos e equipamentos.
A meu pedido, os organizadores da viagem escolheram fábricas de menor porte, quando então visitei a Rex, que produzia 1,5 geladeiras por dia, enquanto a Springer, somente seis. Foi através de choques sucessivos que terminei a minha viagem e voltei ao Brasil.
Então, a encruzilhada: “Jogar a toalha” e ficar no meu microcosmo, ou converter o que havia visto em desafio de transformar a franciscana realidade da Springer, fazendo-a crescer e aparecer, começando praticamente do zero... mas com muita garra, determinação e vontade política ... aliás, mais importante que o capital.

Essa história real demonstra que quando se opta pela acomodação e busca-se o consolo olhando para os que estão pior do que nós, e assim confrontando a nossa consciência, na verdade não estamos cumprindo nossos deveres de cidadãos. Consolarmo-nos com a miséria e a pobreza da América Latina, do Caribe ou da África, por exemplo, é uma atitude covarde e egoísta de quem não conhece os deveres que se impõem àqueles que viajam para ver o mundo vencedor e não consolar-se com os perdedores.

Quando ainda vejo políticos que abraçam as causas da esquerda radical, endeusam a ditadura de Fidel Castro e de sua Cuba empobrecida e de outros populistas latino-americanos ou africanos, pergunto-me: por que essas lideranças ditatoriais são admiradas quando impõem às suas sociedades o caminho de engatinhar na pobreza, privando gerações e gerações dos seus legítimos direitos de conforto e bem-estar; e o pior, e fazendo em nome de uma falsa soberania e utilizando ideologias superadas cujo maior fracasso foi a implosão da União Soviética, enquanto ao seu lado coexiste o fenômeno surpreendente do despertar de uma falsa China Comunista pois seu desenvolvimento está apoiado em modelos capitalistas. Quando estive na China, em 1978, eu ouvi de um diplomata chinês não haver nenhuma contradição em condenar os companheiros de Mao Tse-tung, os quadro bandidos, que com a Grande Marcha transformaram a China de poucos ricos, muitos pobres e milhões de miseráveis numa outra nação homogeneamente pobre e os chineses cansados de tal situação e exigiam serem desafiados para mostrar o seu potencial. E assim o fizeram e continuam fazendo, surpreendendo o mundo, todos os dias, respeitados e admirados.

Quando vejo algumas de nossas lideranças políticas pregarem o retrocesso, esquecendo que a comunicação moderna dá a todo o cidadão a oportunidade de visualizar as sociedades vencedoras e perdedoras, do bem-estar em contraposição às da pobreza, afirmo que esses homens públicos ou são míopes ou têm má-fé, mas em qualquer condição indignos de exercer o poder e definir os destinos de suas sociedades.

É a velha encruzilhada:

Aspirar e crescer para ser alguém respeitado pelo mundo ou resignar-se a uma posição de terno emergente. Com certeza não pés isto que a sociedade brasileira almeja, basta olhar o fenômeno da explosão do nosso mercado interno, que mostra o verdadeiro perfil do brasileiro desejando a sua inclusão nos que buscam os naturais desejos de ascensão social e econômica.

[Publicado em Zero Hora em 27/02/2010]